NOTA
DA PASTORAL DA JUVENTUDE DE SANTARÉM SOBRE A PEC 241
“A terra tornou-se um lugar perigoso de se viver,
Não por causa daqueles que fazem o mal,
mas sim por causa
daqueles que observam
e deixam o mal acontecer”.
( Albert Einstein)
A coordenação diocesana da Pastoral da
Juventude (PJ) em Santarém, no dia 27 de
outubro de 2016, após intensa discussão e em consonância com o
ideal da Civilização do Amor, demonstrado claramente durante o seu VII
congresso diocesano, manifesta sua posição a respeito da Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) 241/2016, de autoria do Poder Executivo que, após ter sido
aprovada na Câmara Federal, segue para tramitação no Senado Federal.
Vivemos em tempos muito sombrios, onde os
direitos dos trabalhadores são espoliados e saqueados a todo momento. É
possível perceber esse fato no temor do povo brasileiro ao ligar seus meios de
comunicação a cada dia, quando ficam esperando a notícia sobre qual direito
lhes será retirado ou qual direito está ameaçado.
Piorando esse cenário de exploração e
saqueamento dos direitos do povo, surge a PEC 241, mais conhecida como a PEC da
“morte”. Nome bastante adequado, pois o Poder Executivo propõe que os gastos
públicos, ditos primários (saúde, educação, segurança...), tenham um teto por
20 anos. Isso mesmo! 20 ANOS! Traduzindo a proposta, o governo quer que os
gastos com as despesas já mencionadas não tenham nenhum aumento real de
investimento, ou seja, ele quer um povo sem educação de qualidade e ainda mais
explorado e marginalizado.
A justificativa da Administração Pública é que
as contas públicas estão desequilibradas e precisamos de medidas fortes para o
Estado voltar a crescer e gerar mais empregos. Por isso, ele irá atacar os
direitos daqueles que mais precisam, o povo trabalhador, em especial o mais
pobre. Prova desse argumento é que NUNCA
se pensou em propor a taxação de impostos das grandes fortunas e conter os
gastos com a máquina pública, em especial o congresso, um dos mais caros do
mundo. Nem sequer ousou imaginar em atacar o nosso principal inimigo, “dívida
pública”, pois poderia propor uma auditoria nessa dívida injusta e imoral.
Restando claro que o governo brasileiro fez uma escolha, que para a Pastoral da
Juventude e todo cristão é inaceitável, preferiu o mercado (o capital) em
detrimento do povo de Deus.
Portanto, não podemos aceitar qualquer
retrocesso nos direitos conquistados com tanta luta e a custas de muitas vidas.
E dizemos (Pastoral da Juventude de Santarém) não a PEC 241 e todos os modos de
exploração do capitalismo! E conclamamos a toda a juventude da diocese de
Santarém a se apropriar do debate, compreender a atual conjuntura delicada do
país, debater sobre o assunto em suas casas, escolas, com os amig@s, etc e
principalmente a ocupar as ruas com toda a sociedade civil organizada e se
empenhar na mobilização popular. Pois só assim seremos coerentes com o
Evangelho e com a missão de cuidar da vida da juventude e de todo o povo de
Deus.
Que Nossa Senhora da Conceição, nossa
Padroeira, continue intercedendo pelo povo brasileiro. Deus nos abençoe!
Amém, Axé, Awerê,
Aleluia!
Santarém, 01 de Novembro de 2016.

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