"Somos Juventude consciente, nas mãos as sementes queremos plantar..."

Juventue e os gransdes projetos na Amazônia

Nosso Olhar...

A Amazônia possui uma enorme variedade de recursos naturais, são incalculáveis espécies de animais e plantas. Nós amazônidas somos possuidores de uma vasta riqueza, e por assim ser existe uma multidão de empresas dentro e fora do Brasil querendo tomar posse de nossos recursos. Todos os dias somos roubados e as vezes sem nos darmos conta colaboramos para que pouco a pouco nossas mãe natureza seja devasta para dar lugar ao lucro, madeiras são retiradas; rios assoreados¹ ou barrados, impedindo que por exemplo, a piracema² aconteça normalmente ou que os barcos que constantemente nos


conduzem pelos rios dia após dia sejam impedidos de trafegarem, nossos minérios são levados até mesmo para fora do país, nossos animais que perdem seu habitat, e mais ainda há algo que por muitas vezes é ignorado “nós amazônidas”. As pessoas que na Amazônia vivem perdem seus espaços de vivencia, suas terras ou mesmo suas vidas.


 Desde a abertura da Transamazônica (BR – 230), na década de 60, que a exploração dos recursos naturais na Amazônia tem se tornado mais agressiva. No período da ditadura militar, que se sucederam de 1964 a 1985, muito se divulgou que na Amazônia existiam muitas terras que eram consideradas sem habitantes e com o incentivo do governo diversas pessoas acabaram se encaminhando para a região em busca de trabalho e mais tarde empresas nacionais e internacionais acabaram se instalando na Amazônia. Essas empresas buscam facilidades fiscais, mão de obra barata, e recursos suficientes para gerar lucros. Para que estas fossem instaladas se fez necessário “planejamentos” do governo para integrar a Amazônia ao restante do Brasil, e para que isso fosse possível foram criados os Grandes Projetos, cujos quais são representados por empreendimentos com investimentos superiores a 1 bilhão de dólares, subsidiados pelo Estado, com grandes extensões de terra, excelente infra-estrutura logística, com a construção de minas, fábricas, portos, usinas hidrelétricas, rodovias, ferrovias e etc., estando ligados muito mais a realidade nacional e internacional do que local, gerando, contraditoriamente, grandes problemas socioambientais na região e estimulando uma intensa migração desordenada, promovendo a industrialização da Amazônia.


Somos de uma região que apresenta grande diversidade de populações tradicionais, que vivem dos recursos que a natureza nos oferece, temos relação de familiaridade com esta terra, no entanto o mundo tido como “moderno” nos diz que temos que tirar toda a vegetação e os recursos minerais e torná-los lucros para que assim possamos nos desenvolver. Mas até que ponto devemos nos calar enquanto nossas riquezas são roubadas? Até quando seremos explorados por latifundiários? Quantas vezes ainda iremos nos calar enquanto muitos de nossos irmãos em Cristo morrem por defender vida e a terra? Onde sufocamos nossa sede por justiça? A Juventude sempre foi conhecida por sua sede de justiça, força de vontade e por buscar mudanças. Queremos um mundo melhor, mas o que temos feito para mudar o que julgamos ser errado?


Nós, Juventude Amazônida, sentimo-nos feridos por perceber que nosso paraíso tem se transformado em meros lucros e ganância. E por assim ser convidamos a todos os jovens de espírito e de idade para refletir sobre o que temos feito para lutar contra as injustiças e a degradação de nossa Mãe Natureza. Queremos uma Amazônia onde não é o dinheiro que manda, queremos uma Amazônia que promove a Vida.


Por : Renan Rocha

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