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“Deixa-me se jovem, ser livre pra sonhar. Não reprima, não reprove o meu jeito de amar!”
È com esse apelo que a Pastoral da Juventude propõem para o nosso Congresso o tema: Juventude: fé e vida na Amazônia. Entre as os eixos temáticos, apresentamos a questão que envolve a relação da juventude com sua cultura amazônica. Essa discussão é especialmente necessária nestes tempos, pois estamos vivendo um processo de desvalorização e destruição das nossas culturas tradicionais e, ao mesmo tempo, estamos a cada dia sendo incorporados pela cultura de massa.
De acordo com o dicionário Aurélio de língua portuguesa a cultura são os “padrões de comportamento, das crenças, das instituições, das manifestações artísticas, intelectuais, etc., transmitidas coletivamente e típicos de uma sociedade.” Ou seja, a cultura é extremamente importante para que qualquer grupo social exista, pois, sem ela, não teríamos IDENTIDADE. Cada lugar do mundo, cada região do país, cada cidade, cada comunidade guardam em si manifestações culturais que as diferenciam positivamente dos outros grupos.
A cultura é fruto da influência dos povos que formaram os grupos sociais. Na Amazônia, por exemplo, os indígenas, os negros, ribeirinhos, os europeus e, mais tarde os nordestinos, trouxeram várias influências para a região e ajudaram a formar nossa cultura. Entre nossos principais traços culturais podemos citar a dança (carimbo, bumba meu boi, sairé etc.), a música regional, a culinária (maniçoba, tacacá, açaí, caldeirada de peixe etc), as artes (cerâmica Tapajoara e marajoara), a religião (rituais indígenas e negros que se misturaram à religião cristã), lendas (curupia, matinta pereira etc), o folclore, entre outras manifestações que fazem parte de nossa cultura. No entanto, a cultura é muito mais abrangente.
Nosso modo de vida mostra de forma bastante clara nossa cultura. A atividade da pesca, da agricultura, do extrativismo e a caça como forma de manter o sustento da família. O hábito de dormir em redes, de viajar de barco de uma cidade para outra, ou viajar de rabeta da comunidade para a sede do município também estão bastante ligados ao nosso modo de ser, nossa cultura, nosso rosto. Além disso, nossa cultura também tem com característica um profundo respeito e cuidado com a natureza, de onde retiramos o sustento e da qual sempre cuidamos e preservamos para os nossos descendentes.
Apesar da riqueza e da importância de nosso modo de vida, a juventude está cada dia mais sendo levados a abandonar sua cultura e aderir à cultura de massa, imposta pela sociedade capitalista, principalmente através dos meios de comunicação de massa, como a televisão e a internet. É possível perceber esse processo quando se observa que cada dia os jovens conhecem menos o nosso folclore, nossas lendas, músicas, nossa história. Acompanhando esse processo de desconhecimento vem algo ainda mais triste: boa parte da juventude passa a ter vergonha de sua cultura, considerando-a inferior à cultura que aparece na TV.
As consequências disso são piores ainda. A juventude está sendo levada a não acreditar mais em ideais como a preservação da natureza, do bem comum e do desenvolvimento coletivo de nosso povo. Os ideais que são trazidos com a cultura de massa são o individualismo, a alienação e a falta de compromisso com a natureza e com as próximas gerações. Mas isso não é por acaso, pois para os donos do poder, deixar a juventude alienada* significa estar livre para pôr em práticas seus terríveis projetos para a Amazônia, pois uma juventude alienada nada irá fazer para impedir.
É nesse contexto desafiador que a juventude é chamada a refletir: como fazer uma evangelização que leve em consideração a cultura dos povos amazônicos e respeite seu modo de vida e suas manifestações populares? Em outras palavras: como fazer uma Evangelização Inculturada?
É sobre este desafio que estamos chamando a juventude a refletir, discutir e apontar princípios para a nossa caminhada pastoral de evangelização libertadora e transformadora da realidade.
È com esse apelo que a Pastoral da Juventude propõem para o nosso Congresso o tema: Juventude: fé e vida na Amazônia. Entre as os eixos temáticos, apresentamos a questão que envolve a relação da juventude com sua cultura amazônica. Essa discussão é especialmente necessária nestes tempos, pois estamos vivendo um processo de desvalorização e destruição das nossas culturas tradicionais e, ao mesmo tempo, estamos a cada dia sendo incorporados pela cultura de massa.
De acordo com o dicionário Aurélio de língua portuguesa a cultura são os “padrões de comportamento, das crenças, das instituições, das manifestações artísticas, intelectuais, etc., transmitidas coletivamente e típicos de uma sociedade.” Ou seja, a cultura é extremamente importante para que qualquer grupo social exista, pois, sem ela, não teríamos IDENTIDADE. Cada lugar do mundo, cada região do país, cada cidade, cada comunidade guardam em si manifestações culturais que as diferenciam positivamente dos outros grupos.
A cultura é fruto da influência dos povos que formaram os grupos sociais. Na Amazônia, por exemplo, os indígenas, os negros, ribeirinhos, os europeus e, mais tarde os nordestinos, trouxeram várias influências para a região e ajudaram a formar nossa cultura. Entre nossos principais traços culturais podemos citar a dança (carimbo, bumba meu boi, sairé etc.), a música regional, a culinária (maniçoba, tacacá, açaí, caldeirada de peixe etc), as artes (cerâmica Tapajoara e marajoara), a religião (rituais indígenas e negros que se misturaram à religião cristã), lendas (curupia, matinta pereira etc), o folclore, entre outras manifestações que fazem parte de nossa cultura. No entanto, a cultura é muito mais abrangente.
Nosso modo de vida mostra de forma bastante clara nossa cultura. A atividade da pesca, da agricultura, do extrativismo e a caça como forma de manter o sustento da família. O hábito de dormir em redes, de viajar de barco de uma cidade para outra, ou viajar de rabeta da comunidade para a sede do município também estão bastante ligados ao nosso modo de ser, nossa cultura, nosso rosto. Além disso, nossa cultura também tem com característica um profundo respeito e cuidado com a natureza, de onde retiramos o sustento e da qual sempre cuidamos e preservamos para os nossos descendentes.
Apesar da riqueza e da importância de nosso modo de vida, a juventude está cada dia mais sendo levados a abandonar sua cultura e aderir à cultura de massa, imposta pela sociedade capitalista, principalmente através dos meios de comunicação de massa, como a televisão e a internet. É possível perceber esse processo quando se observa que cada dia os jovens conhecem menos o nosso folclore, nossas lendas, músicas, nossa história. Acompanhando esse processo de desconhecimento vem algo ainda mais triste: boa parte da juventude passa a ter vergonha de sua cultura, considerando-a inferior à cultura que aparece na TV.
As consequências disso são piores ainda. A juventude está sendo levada a não acreditar mais em ideais como a preservação da natureza, do bem comum e do desenvolvimento coletivo de nosso povo. Os ideais que são trazidos com a cultura de massa são o individualismo, a alienação e a falta de compromisso com a natureza e com as próximas gerações. Mas isso não é por acaso, pois para os donos do poder, deixar a juventude alienada* significa estar livre para pôr em práticas seus terríveis projetos para a Amazônia, pois uma juventude alienada nada irá fazer para impedir.
É nesse contexto desafiador que a juventude é chamada a refletir: como fazer uma evangelização que leve em consideração a cultura dos povos amazônicos e respeite seu modo de vida e suas manifestações populares? Em outras palavras: como fazer uma Evangelização Inculturada?
É sobre este desafio que estamos chamando a juventude a refletir, discutir e apontar princípios para a nossa caminhada pastoral de evangelização libertadora e transformadora da realidade.
Por:Thiago Rocha


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